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Os olhos escorrem pelas asas do voo

Dalila Moura

04/05/2021 01:21

Os olhos escorrem pelas asas do voo
Embaciados
Abrangem o rumor imanente do silêncio
Oculto na escadaria
- memórias audíveis –
Para lá do sítio onde as asas se despem
E as manhãs acordam do outro lado da janela.
Corre um rio nos degraus, água polida entre a forma angular dos
seixos
É aí, preciso local, onde a alma se despe
E os biltres se afogam
No beijo sôfrego de Maio,
Verde,
Espuma
Sol
Árvore de tempo e rubi
erguendo as ramagens vermelhas que sacodem o nevoeiro e
saúdam a Liberdade.