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Valsa de Chopin

Dalila Moura

27/12/2017 02:24

Há uma melodia que chama por nós
quando nos deitamos na vaga que escorre
por entre o mar onde debruçamos o corpo e o sal
que regressa nas notas de uma valsa de Chopin.
Submergem-se os sons, no lençol que arde no piano
enquanto a música descansa, velando a distância
onde galopa o sonho desenhado nas vestes
que o lume ruboriza. O relógio, é uma concha
sem folego, que se afoga nas mãos, presa ao leme
enquanto o cansaço se estende em semicírculo,
a rodopiar nos limos que prendem a cintura e se enrolam
na clave de sol. Profundo sangue e infinito, a mergulhar
na dança e na vaga que continua a demorar-se na vertigem
dum compasso (binário) onde aprisionamos a boca e as
estrelas em redor!