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um dia em resto

Isabel Mendes Ferreira

02/08/2018 02:48

um dia em restos. estilhaçado o caminho. um dia infigurável no teu
coração de tigre. onde não moro mas sou pedra. como aquele dia em que
fui água. e nunca lágrima. e que sabes de clareiras e de lagos e de agentes manifestantes e de cães que agitam o estrondo? perderia o ser-te se
ousasse a distinção do sangue entre os herdeiros das veias estreitas e dos músculos em renda.
um dia o resto. em estilhaços humildes. configuro-te um quotidiano sem encontros. visto-me de vermelho porque o negro me é vassalo. mutação
de um ai que não solto.