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Tudo e nada

Edilde Lima de Aragão

17/09/2015 01:32

No início da vida, tudo é belo!
Traduz o gozo, o infantil sorriso.
Feliz criança, de olhar singelo,
Feliz criança, que não tem juízo.

Depois, cruel, o mundo tudo muda.
E, dominando com impiedade,
Impregna na alma u’a dor profunda,
Dando o bálsamo amargo da saudade.

E, assim, constrói-se um coração descrente,
Sem lugar para o sonho e a ilusão.
E tudo passa a ser indiferente,
Mais uma vida que é vivida em vão.

Por fim, profunda, uma mágoa sentida,
Dilacerante, rói o coração.
E a derramar da taça o fel da vida,
Faz o pranto rolar, molhando o chão.