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tranquilos nós

Isabel Mendes Ferreira

21/03/2017 01:44

tranquilos nós. o défice sobe a esperança desce o mundo recua os homens pulam à frente de uma espada o rio vai cheio as vozes amordaçam. o coração descansa ao lado de uma porta cerrada o lodo impede o barco de chegar partimos todos separados todos juntos numa mão cheia de promessas e vêem os cantores do encanto prosaico e caímos de pé nos escombros voamos incertos nas fronteiras que chamam os abutres engolimos a sondagem do sonho espatifado mas cerzido a papel brilhante vamos seguros e imberbes ainda no pódio de uma democracia especulativa como se galileu homero e virgílio não passassem de meras rotinas anarcas e sim nada restará do mínimo resto que foi urna e antitexto. tranquilos nós. os navegantes que só importam na hora de contar as cabeças curvadas.está sol está frio está o mundo no delirante desassossego dos mortos os cães uivam as flores florescem e a vida continua. intranquilamente nas contundências de um ideal para amanhã