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Tempestade

Maria Oliveira

21/05/2017 01:50

Tempestade

Vem medonha tempestade purificar os suínos e os mansos
Que a chuva purifique a poeira dos transgressores
Batize na anunciação da nova era
E proteja a bravura anulando um viver de horrores

Quantas vezes os meus membros gesticularam aguardando a mensagem
Mas a avalanche de búfalos pisa e esmaga
Mesmo suplicando a vítima com as mãos ao alto
Então faz do humano vírus bactéria uma praga

A sociedade humana cria vícios trapaceiros
Artifícios de ganância mundos virtuais
Onde os ferreiros trabalham a espada das ocultas marés
E os prisioneiros cabisbaixos fingem que se deslocam num arrastar de pés

Que a chuva se confunda com as lágrimas
Que de mim se soltam e que o sal
Faça depois um pacto com o sol
E acabe de vez com a penúria do roer de unhas
Enquanto a ponta da caneta desenha gatafunhos sem nexo
Perante a mente programada
Sem energia própria permanecendo em justiça adiada

Os suínos dançam e riem como hienas em esquizofrenia dissimulada
São sofistas da trampa mercadores de carne humana
Negócio incoerente vive para o armazenamento o lucro
O ouro e dinheiro o luxo neste registo demente
Pregando nos desafortunados a chapada estridente
E a fileira de seres humanos continua até à crucificação final
Por entre o frio da noite nebulada
Esperançados em alcançar a segurança social

Mas engano!
Devorados pelo caos anunciando a rutura
Ignoram que a salvação está nas ações
Mas a corrente é pesada e invisível gerando o atraso da paz
Enquanto se espera o alívio da morte em atitude calada

O famigerado grito fará eco no futuro
Mesmo doente em fraqueza derruba-se e salta-se o muro
E os porcinos permanecerão eternamente
Nas pocilgas infestadas que fizeram
Enquanto o riso das hienas lhes fará companhia
E não haverá grilhões para o humano
Apenas um flutuar entusiástico de alegria