Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

Suspenso dos sopros dos deuses

Isabel Pereira Rosa

29/06/2015 02:31

Suspenso dos sopros dos deuses
Marchas à beira das falésias
Na infinita distância
Onde a penumbra se derrama.
Se fosses transparente
Em ti não pousariam
Olhares de almas antigas, perversas
Ou simplesmente vazias.
Os horrores de agora
Serão menos eugenistas que os de outrora
Mas peculiar é a palavra de quem não aprendeu
Que a beleza é a verdade.
Nomes escritos com letras iguais
O mesmo sangue em todas as feridas
E, alegria das alegrias, maior paz nos esplendorosos corações.
Nunca um genocídio teve a tua assinatura.