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Sopro (In O Ocaso e as Horas)

Leonora Rosado

01/08/2018 02:44

As mãos vazias
De conter afectos
Que se negam.
Em perfumes de
Orquídeas
Mortíferas.
O corpo
Pede à transparente
Pele mais um sonho,
Um pássaro, um dizer
Sobressaltado.
Talvez, o mar
Entenda porque vogo,
E as gaivotas aceitem
As minhas inquietações,
Num voo que é despir
As asas,
Na queda ao sopro do sentir.