Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

Sociedade diabólica

Maria Oliveira

17/09/2019 01:01

O maligno saltou e dançou feito espantalho
No meio das avenidas desertas
Porque o gentio partiu para partes incertas
Transportando a esperança para diferentes geografias
Esperando sobreviver a inevitáveis paralisias
Traçando nova postura e diferente rota
A justiça pariu um rato morto fedorento
E os sofistas oportunistas dos esgotos de meias verdades
Debitam enredos de carrascos e vítimas
Como o teatro trágico que apresenta máscara torta

Compra-se o silêncio no reino dos homens
Faz-se pacto da queima das raízes
Para que nenhum ser se erga em direção ao sol
O medo desenha mapas onde se esconde a cobardia
E a mente ergue barreiras obscuras de arame farpado
As lagartas rastejam procurando aberturas
Envenenando os mais incautos ignorantes de armadilhas
As luras das ratazanas minam as fundações das casas arruinadas
Dividindo criaturas esquartejando as bocas revoltadas

Não se faz a manutenção dos alicerces
Apenas se dá prioridade aos enfeites
De prevenção a mão humana não se muniu
E em desespero dos desprevenidos a ponte de ligação ruiu