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sim. foi por um beijo em simples vendaval que morri

Isabel Mendes Ferreira

31/07/2015 23:08

sim. foi por um beijo em simples vendaval que morri.
fazias-me setembros como se maios fossem na errante
navegação da luz e da arquitectura do silêncio. era
tudo fruição ao lado da sombra e nada me adivinhava
o inverno de hoje. um desastre calmo e inevitável ao
lado de uma epígrafe como se o enigma da vida não se
expirasse de repente. e sim. a distinção entre o talvez e o
nunca é agora um sentido instável. irredutível. e marca.
e incompatibiliza-nos face à dispersão. é esta a diferença
entre a pergunta omissa e a resposta explícita.________
um murro a desatar os nervos e a abotoar o grito
em rajadas de estrelas cerâmicas e in.serenas. a boca
amarrada ao soalho do quarto estupidamente branco
onde a parte é o todo sem idade certa para arder sofrer
rir e vir ao de cima do lodo em pontadas agudas de cores
e formas disformes e vorazes. flechas cegas a florirem as
trevas. sim. foi por um não que me curvei na altíssima
crueza do amado beijo sabor a gelo. e se o nunca for um
selo fica o perfume do caos o pé de mármore e estarei
só nessa hora mais de cal onde tudo não passou de um
talvez.