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Isabel Mendes Ferreira

24/08/2014 23:39

respiro-te devagar
tenho medo da memória
da música e da inclinação da garganta

suspensos os dedos
curvos os beijos
o teu peito podia ser um navio.

então é devagar que eu chego
ao abrigo das palavras
debaixo de chuva
perdida no bosque.

não acordes. a tua presença é mais doce
quando te beijo doce. simplesmente.

(in Um Corpo (Sub) Exposto, p. 51)