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quando o dia for luz

Isabel Mendes Ferreira

18/02/2016 23:42

quando o dia for luz sem mapa de sombras e a noite uma encosta de lua
no centro da face límpida da palavra hei-de ser tua como antes nunca da 

natureza de todas as coisas que foram insubstantes. assim dizia a pétala
para a flor e a flor para o mato agora profético e em ventanias. como flui
o rio entre as margens estreitas. e um ramo de algodão vestido de éter. 
ascende-se ao inteligível pelo caminho mais longo entre as pedras que
fervem e nos adormecem. saber da mudança como se sabe de uma
criança a ser linhagem de ave. para mais tarde colher o impulso e ser
mergulho. estava dito que o tempo era mais devorador que o teu olhar.
sim. quando o dia for luz ao entardecer nada nos será frugal. muito
menos lama.