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por entre as trevas

Isabel Mendes Ferreira

29/06/2018 16:10

por entre as trevas rasgo-te a vocação da memória. faço-te rosto de estio. sem tréguas. ilumino-te. sem espadas nem angélicos sonos. és o mais
claro idioma deste silêncio. sempre redondo. que é teu e meu o olhar fervente.

e neste olhar te revelo a força de um ventre em fúria. afago.te. afogo as lágrimas que são peixes nunca desistentes. a força de te ser eterna faz-me longa sem desgaste e sempre sangue luminoso. nada será mais humilde
que este amor. face oculta. porém fonte que depois de nua ainda é mais
cerco e orgulhosamente tua.