Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

O assombro do dia na sua claridade

Isabel Pereira Rosa

13/07/2015 23:24

O assombro do dia na sua claridade
Ou a adrenalina do sonho e da esperança
Que habitam a noite
Quando o ponteiro das horas é mais lento?
Talvez a noite viva de alucinações
Mas como prosseguir sem elas?
Os espelhos mais ferozes são os outros
Os seus rostos, as suas vozes
Os seus sorrisos
Como flores temporariamente abertas:
Pode parecer um abrigo, um abraço
Quando se abre uma carnívora flor.
Partir em busca do que não existe
É o fado de quem sonha
Um novo mundo.
Onde se encontra esse ponto luminoso
Para onde deviam tender todos os passos?
Talvez a alguns de nós apenas reste
Ir vencendo a morte
Em cada livre inspiração
Em cada fragrância de terra e de mar.