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Nessa noite onde caímos

Leonora Rosado

17/02/2019 01:12

Nessa noite onde caímos
Não havia o sono profundo
Onde adormecer
Não havia estrelas de
Sentinela aos nossos ossos;
Havia o desmazelo da
Vigília que se equilibrava
Por cima das nossas pálpebras
E um peso com todas as toneladas
Das persianas que riscavam a insónia
Aglomerado de marcas das falanges
No vidro das janelas
Nessa noite o frio abrigou-se
Perto do ouvido e iniciou
Um corredor até ao estômago
Desceu até aos teus cabelos
E fixou-se nos teus lábios
Como um sopro.