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Não nos deixam repousar

Leonora Rosado

08/05/2020 21:40

Não nos deixam repousar, ceder ao Inverno do sono. Deixar as pálpebras cerradas, assim como as gelosias. Entrar no útero do inconsciente com duas molas de cabelo. Hibernar por longos períodos de abstinência. Seguir a recta que se curva e finaliza numa bifurcação entre o sonho e a mera clandestinidade de estar simplesmente adormecida. A minha fronte pede descanso, a minha sede amplia-se, de que icebergue veio esta cortina de gelo? Este pudor dúbio? De cais arranquei eu a saudade, agora que é-me impossível rever-te?