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Na sétima onda

Dalila Moura

01/08/2018 03:02

Encontramo-nos junto ao mar
na interminável manhã que a espuma abre.
Os búzios acolhem-se do vento e da maré
enquanto a areia sorve o sol a pino que chegou
antes que as nossas mãos dessem por isso.
E passeamos de mãos dadas entre a transpiração das ondas
recolhendo o vento sobre os ombros, lascando a pele
e os corais que se estendem nas maçãs do rosto.
A prata – água adormecida – e o cobre do corpo
a rendilhar-se nos olhos e no verde
enquanto as algas despem os farrapos e as tuas mãos tecem
brocados de cetim a enfeitar o desejo onde nos possuímos!
Na sétima onda, todo a volúpia se desfaz!
E amamo-nos por todo o entardecer