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Margens de fogo

Dalila Moura

06/03/2018 02:14

A distância que escorria no momento tocado
onde as águas, sem pressa transitavam e a madrugada
se recolhia entre proas, dando à costa,
na rebentação dos dias.

O queixume dos barcos,
por entre as asas das gaivotas,
e a clarabóia aberta ao céu,
enquanto a chuva, chorava.

A razão ancorada
e o rio aguardando
promessas de crepúsculo
e mel anoitecido em margens de fogo
onde o melaço desaguava e os nenúfares floriam
afogados de mar!