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Labareda a escorrer nas mãos

Dalila Moura

27/12/2017 02:30

Há um rasto de rosas por entre os olhos
e uma labareda a escorrer nas mãos, subitamente,
confundindo-se com o sol da infância e o riso,
que se estende na memória puída, nos canteiros
onde a chuva alastra sobre os cabelos e a alma.
Um encontro entre as árvores e os olhos, amenizando
o tempo onde o nevoeiro se desfaz,
pingando sobre as folhas
E o destino dos Homens!
O poeta pensa na teoria da igualdade
onde os frutos servem de alimento
às aves e ao tempo em cada
voo! Sente que a ilusão desata em correria,
aparando os instantes
na mudança! Estende o coração
sobre um banco de jardim…
E a realidade chora, enquanto a chuva,
devora a chama nas ruas da inquietação.
Na valeta, estende-se a fome por entre o musgo!