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Jogo erótico

Maria Oliveira

17/05/2017 02:08

Jogo erótico

Preparas-te para mim
Em rituais determinados
E calculistas de sensualidade
Esperas que vá ao teu encontro
E sorridente provocas-me com um sorriso
Seguro que me conquistarás a libido
Arrastas-me para o quarto
Onde os raios de sol da tarde primaveril
Nos inundam de sensualismos de vida
Que brota sem cessar
Fecho as persianas à meia-luz
O teu desejo controla-te e controla-me
Corpos nus que se entrelaçam
Na dança do amor
Beijo-te o corpo
Com avidez insaciável
Trocamos de fluidos
Entre membros que se abraçam
Em danças eróticas
Entramos em culto de puro arrebatamento
Que nos fazem esquecer
O mundo lá fora
E controvérsias de enredos pobres de espírito
Sinto as tuas mãos vigorosas
Envolvendo-me os cabelos
Puxas-me para ti
O meu e o teu prazer aumentam
Criamos a tensão própria dos vulcões
E do tempo cinzento anunciando tempestade

Deambulamos pela sala
Ouvem-se murmúrios de códigos indecentes
Em jogos de erotismo avassalador
Sobre a mesa recebo-te em êxtase
Em orgasmos repetidos
O tapete acolhe-nos como duas feras famintas
A tua e a minha loucura misturam-se
Sem pudor
E o vulcão expele o fogo incontido
Em torrentes de lava incandescente
E então lá longe no infinito num rasgo de luz
Nasce uma estrela cadente!

Poema retirado do livro "Espírito Guerreiro" de Maria Oliveira
Desenho que complementa o poema, de Veronica Bruno