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Há poemas que nascem no crepúsculo

Leonora Rosado

23/08/2020 01:09

É dor
E o tempo que nasce nas cascatas do meu seio
É um trapézio de luz que frequenta esta pele
É sede
E o rebordo do desejo no côncavo do meu sexo
A manhã estendida arfando saliva num século distante
É átomo e a incerteza inconcluída
Tu que geres o desgosto que saibas
Caiu um telhado onde a manhã ruía