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Estudo em branco

José Rodrigues Dias

07/02/2014 18:17

Sobre a toalha não pura de brancura
pedaços de sombras,
ondas absorvidas e reflectidas,
conjuntos difusos em mistura
de objectos ora fechados ora abertos
como vidas ora quase cheias
ora quase vazias
de caminhos
como em imagem de copos
seguindo a luz incidente dos dias,

versos e poemas por limpar
em sua impureza
nascida
de um pecado original,

restos de manchas por aclarar
à espera, quem sabe...,
de um último leucócito ou de uma coisa assim
até o branco ser o mais branco,
a luz a mais pura,
onde tudo se reflecte
sem um negro avaro escuro,

toalha pura da reflexão integral,
soma de Darboux infinita
de fruição da alma
no limite integralmente limpa,
atrozmente calma…

Mas aqui, nesta toalha de terra
que o suor limpa,
luz pura seria o frio de um gelo,
um coco aberto sem sinal de sede,
água sem se ver pura,
arco-íris desfeitonum céu sem nuvens,
um futuro sem qualquer procura…