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Escrever para quê

Isabel Pereira Rosa

04/07/2016 22:57

Escrever para quê, se as palavras ficam, quase sempre, tão longe dos dedos,
como frutos inalcançáveis,
seiva que corre pelas veias,
escorre pelas mãos
ou estanca na fronte e no peito
impotente.
Ainda assim, insubmissas como um relâmpago de maio,
não recuam nem recusam
a sua natureza de armas,
a sua macieza de beijos.