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Ecos da eternidade

Maria Oliveira

23/05/2019 01:33

Viaja a luz antecipando a mortandade
Das máscaras que encabeçam a arte cénica
Penetra os corpos ávidos de estabilidade
Mas abanam os medos das gazelas
Que pulam sem direção
Em visões de membros retalhados
Entre bocarras que se alimentam
E servem de mantimento
Quais retalhos pertencentes ao mesmo pano
Onde personagens se vestem de xadrez
Por entre corpúsculos e encadeamentos

Perfurando invólucros de ostentação
Fazendo desabrochar no Tártaro
As raízes fazedoras de minas
Enquanto no exterior de cores celestes
Os mamíferos assistem à estratégia de diversão
Por entre foguetes que calam o grito gutural
Da fera revoltada com a imundície cadavérica do mundo humano
Onde o monstro segmentado da multidão
Não tem rosto nem pés
Rasteja dissimulado manipulando a marcha fúnebre
Hasteando a bandeira paupérrima
Da língua do conflito macabro
E as mãos que se dão são transformações
Que estraçalham cadeados de contaminações