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Entre sóis

Dalila Moura

25/02/2021 13:49

Entre sóis
agarro no lápis, escrevo no papel o instante
em que o verde do musgo se liberta
e cresce entre os olhos, na madrugada.
O instante
em que o sol carrega a luz e a liberta,
ao mesmo tempo que as flores reagem
no dia que acelera e os pássaros pintam a linha do azul
com as asas que se elevam, sem pressa e sem hora de romper o
tempo.
Escrevo, risco, esgaratujo. Traço na pedra a roupagem das horas, a
marca impressa de um momento inventado .
Alastro o risco, no presente,
no agora, onde nenhuma ausência tem resposta.