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eis-me infinitamente a contar as vozes

Isabel Mendes Ferreira

11/04/2016 23:52

eis-me infinitamente a contar as vozes da terra mesmo quando disse que
nunca mais te escrevia escrevo-te sempre na dilatação do ser mais dentro
e ser mais próximo em simultâneo cair de pássaros como organza e prata
como bronze e céu como água nos teus pulsos caídos. sou ainda deste
tempo mútuo e consentido e em tudo te acrescento e te rendo vivo. como 

restritíssimo fluxo que é veredicto e admirável dizer outra vez a vez de
voar. infinitamente. andámos emergentes sobre a espada e sobre o fogo.
eis-nos milésimos sem lugar. elejo-te margem de mármore. solto o passo
e alcanço-nos a medida dos monges que é sempre austera e motim de 
sombras quentes. perplexas e proféticas.