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Isabel Mendes Ferreira

03/01/2014 17:26

é tudo como se mais aquém fosse apenas um olhar. redutor e grávido de hieróglifos. passos esgotados inproféticos e irrepetíveis. saturação do conhecido sabido esquecido em vocação de rugas formas desavindas e alguns rios fundos onde tudo se afunda onde me refaço e sobrevivo sem nada nas mãos. é tudo mais perto do fim mais dentro de uma paisagem fria hermética e por excelência nada lírica. os vultos cosem-se nos ombros e estes cosem a solidão em furnas e em fogos lentos que como deuses inacessíveis se rendem às facas e aos garrotes. é tudo um pôr-do-sol moribundo. reserva de cores de chumbo viscerais e sem vãs aparições. devolvo ao chão o tamanho do deserto. que pouco interessa o tamanho das aves e a forma do esquecimento. esqueço.