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Do tempo, deste tempo...

José Rodrigues Dias

24/12/2015 13:46

Do tempo, deste tempo,
as areias arranham meus olhos,
endurecem meus ouvidos as bombas,
a sensibilidade ferida me insensibiliza,
até o próprio pensamento se queda
na impossibilidade que paralisa
ao não avançar o sonho...

Como deveria, não chove,
e, sem chuva, mesmo do céu impura a chuva,
nada que o tempo renove...

Mas quem sabe como o tempo se move?!...
Talvez que amanhã, lá pela meia-noite, pelo Natal,
uma chuva fresca nos aqueça, nos molhe!...

Solta, agora só esta palavra
e, amanhado, um meu arado,
o pão no chão ainda se lavra...