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Distanciamento do senso comum

Maria Oliveira

04/03/2018 03:10

Distanciamento do senso comum

Um mecanismo de evasão é fabricado
Pela consciência inquieta ávida de expansão
O átomo em dança agitada com o vazio penetra o muro
Cria espirais de fortalezas onde se escondem as criaturas do futuro

Na Terra as vibrações se cruzam e os gatos
Captam as auras dos humanos adivinhando-lhes os suspiros os afagos
Os gritos a doce contemplação e os sabores amargos

O lado mecanicista da sociedade cativa o homem como sonâmbulo
Sem objetivo nem propósito sem riso nem pranto
Sobrevém o entorpecimento e cada corpo empertigado
É o centro do seu próprio empreendimento
Aonde não há semelhantes irmãos amigos
Apenas marionetas e arquitetas adorando o obtuso pujante
Distorcido inflamado pedante que desvirtua a estirpe
Que atropela goza e maltrata
E que se permitirem a sua paranoia a todos mata

A caminhada pelos socalcos da serrania faz-se em esforço
O teste de coragem e desafio enleia-se nos pés como trepadeiras
Impedindo a pirueta para além das copas das árvores
Onde a luz é meiga o voo espreita e a paisagem flutua noutra dimensão
E a bravura se faz suavidade para além da brutalidade

Para trás fica a matança a linguarice a multidão opinativa
Sem cérebro sem poder crítico
Então num salto quântico surge o planar rasante dos pirilampos mágicos
Que iluminam os gestos humanos embebidos em utopias
São planaltos abertos onde a energia intuitiva rabisca inovadas melodias