Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

de uma folha

Isabel Mendes Ferreira

15/09/2015 22:46

de uma folha faz a árvore de uma gota um rio. com um grão de areia enche o deserto. e esta sua forma de falar no poema sempre longe das evidências que são mera narração e tão próximas do enigma e do símbolo. que podem ser lidas com mil olhares.
dizia o nevoeiro para o sol que já era sombra no mais doloroso eclipse entre as brumas do espanto e a consagração do milagre da ausência. dizia o rigor da pedra para o ouro do ventre da palavra fulminante. dizia. quem de domínios não usava para usar a humanidade mais pura. há sempre um momento de falas que cala e reduz a estrada dos astros. o espaço é um perfume e a alma um recanto a que se chega de joelhos. de uma folha se faz a foice. também.