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Isabel Mendes Ferreira

07/02/2014 17:31

(cremando as flores. ou as palavras. te direi a magnífica competência de um olhar______________compasso conciso da cor que é coroa e confidência. em sossego inquieto enquanto o mundo é in.comovente. consagro este cálice. quase boreal. em pastoreio de vibrações. que levam a nenhum lugar porque a leitura das areias é uma voz corrente datada do meio para o fim translinearmente. como se a medula fosse pescoço de espinhos e a lente de onde te não alcanço fosse o reflexo de uma presença antiga cáustica na fina pele do lago da desmemória. não que me interesse a eternidade ou a resistência ou o fogo primitivo ou os sinais desfavoráveis que fazem das certezas a dúvida eterna. interessa-me sim a desaparecida partícula de uma lâmina crua brilhante e incisiva que me seja estrela. a única conjugação de uma brisa ressuscitada. voltei apenas para cremar o sonho. modulado. sentido. animal dócil entre dois pés de barro e uma língua mansa.) as margens deixaram de ser deflagráveis.