Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

Confissão

Edilde Lima de Aragão

06/12/2015 23:06

Um dia a vi, e amei-te com loucura,
Mas ocultei essa louca paixão.
Achava-a uma estranha criatura
E temi o tormento de um “não”.

Sofri demais, e dominou-me o tédio,
Ao compreender que esse amor tão forte,
Que tem raízes mas não tem remédio,
Acompanhar-me-ia até a morte.

Tornaste-me inconsciente, um sofredor.
Torturaste meu peito amargurado,
Que só pulsa de amor por teu amor!

E por fim arruinaste os dias meus,
Destruindo esse sonho malogrado,
Com o aceno cruel do teu adeus.