Para visualizar este site, favor habilitar o JavaScript no seu navegador.

Condutores de informação

Maria Oliveira

29/01/2018 02:16

A informação abre veredas por entre a selva
Onde as serpentes aguardam a mordidela certeira
Na podridão da carne
Os canais são austeros perigosos e escorregadios
E os veículos descarrilam no percurso
Onde a arquitetura explode em linguagem cósmica

E o meu cérebro faiscando sobre o estado amnésico das palavras
Baralhando sílabas misturando notas musicais
Esperando que o caos se transforme em ordem
Sapateando entusiasmo para que a minha surdez não notem

O carrocel é velho e barulhento
Deslizando nos carris oxidados pela chuva
Onde os corpos carcomidos se revelam
Ansiando o brilho do ouro
Rebentando em campos de exequibilidades
De armazenamento de joias
Tesouros feitos ornamentos onde as mensagens ambíguas
Dão origem ao erguer de braços dos déspotas
E ao levantar e baixar da lâmina afiada do carrasco

E a minha mente criando fogo-de-artifício
Falseando os resultados da experiência
Pintando quadros onde a beleza aparece errática
Como trampolim para o grotesco e medonho

A mensagem atinge o alvo onde o alerta é dado
Mas as aranhas inertes e interesseiras
Apenas tecem a sua teia e permitem
Que a probabilidade dos escravos se transforme
Em espaços de concomitância indecente
E é então que o ditador é permitido e o seu ego lunático
Ergue uma forca poderosa
Onde os egoístas conformados passarão o portal
Renascendo como combativo inovador criativo
Golpeando a flecha no coração da besta
Manipuladora de homens esquartejados na cruz
Finalmente a viabilidade do carrasco
Permaneceu do outro lado na invisibilidade
E à velocidade vertiginosa se fez luz