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Boêmio triste

Edilde Lima de Aragão

16/08/2015 01:17

Boêmio triste que, quando há luar,
Passa as noites sentado na calçada;
Transformando sua vida num cismar,
Revela sua dor à sua amada.

Boêmio triste que, pra seu tormento,
Apaixonou-se de uma flor singela!
E a esse amor que é todo o seu alento,
Faz serenata embaixo da janela.

Boêmio triste que, em noite de lua,
Canta numa canção o seu queixume,
Errante, como um louco, pela rua.

Sempre esperando o momento de vê-la,
Ama, sofre, soluça de ciúme,
E, mendigo de amor, morre por ela.