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As mãos a viajarem

Isabel Pereira Rosa

22/11/2016 01:48

As mãos a viajarem solenes entre a boca e a fronte
E a pensarem todo o corpo
Tremem de pouco ou de muito
Entre a fúria do rio e a lentidão da terra
Enredam-se na teia indissolúvel
Das raízes quentes
No calor da vertigem
Na poeira que alastra em calafrio
Em cegueira
Até à paragem do último sopro