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Abismo de dor

Edilde Lima de Aragão

30/06/2015 01:02

Confesso que é enorme a dor que me crucia,
Que me matando aos poucos meus dias tortura
Apenas porque queres – mulher fantasia –
Aumentar por prazer a minha desventura.

Já vivi de esperança, já vivi como um crente,
Já pude ser feliz e vivia sonhando.
Hoje, triste, sozinho, abatido e descrente,
Eu deixei de sonhar para viver cismando.

Coração, eu te peço, ouve-me, pois, esquece
Quem cruelmente ri da tua grande dor,
Deixa de insensatez, ela não te merece.

Se assim continuares, terei de escolher:
Em um lago de pranto, afogar minha dor,
Ou no abismo de dor, eu viver a sofrer.