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A navegar no meu peito

Dalila Moura

16/11/2017 01:41

A navegar no meu peito

Não sei onde acaba o silêncio
e se prolonga o lugar onde cabem os teus olhos.
As horas acolhem o sobressalto
no improvável lugar
de ausência partilhada.
Há uma divisão esvaziada,
exactamente no local onde os dedos
se fizeram concha
e navegaram nas paredes do meu peito!
Os anjos, esperam-nos, com sofreguidão!